domingo, 3 de julho de 2011

Novo Mars Rover da NASA prepara-se para lançamento

Jato
Imagem: Entrega especial - um jato de transporte C17 da Força Aérea entrega o novo rover marciano no Centro Espacial Kennedy. Crédito: TroyCryder/NASA. 
Terça, 28 de junho de 2011
O Mars Science Laboratory, o mais ambicioso projeto da NASA para a prospecção de vida fora da Terra, chegou ao Centro Espacial Kennedy na quarta-feira passada para os preparativos de lançamento.
A sonda, movida a energia nuclear e do tamanho de um carro pequeno, foi projetada para passar um ano marciano (cerca de dois anos terrestres) estudando a região de pouso para determinar se as condições do planeta são, ou já foram, favoráveis à vida.
A NASA espera escolher o ponto de aterrissagem neste verão e está analisando quatro possíveis locais. Os cientistas esperam surpresas onde quer que o rover, apelidado de Curiosity, pouse. Afinal, Marte seria um mundo frio, seco e estéril, mas nem sempre foi assim. O planeta pode ter abrigado – e ainda abrigar – vida microbiana.
O rover Curiosity é o mais recente projeto de exploração marciana da NASA, iniciada em meados da década de 1970 com as sondas Viking. A agência espacial norte-americana reiniciou as aterrissagens na superfície do planeta em 1997, com um programa chamado Pathfinder. Desde então, a NASA lançou os rovers gêmeos Spirit e Opportunity, além da missão de exploração polar Phoenix. Atualmente, apenas o Opportunity continua em funcionamento.
O Curiosity executará mais testes, por isso, será equipado com sistema de aterrissagem, motor de cruzeiro e um aeroescudo protetor. O lançamento será a bordo do foguete Atlas 5, perto da Base da Força Aérea de Cabo Canaveral, no dia 25 de novembro, e deve chegar a Marte em agosto de 2012.

Cassini sobrevoa Helena, a pequena lua de Saturno

Sexta, 24 de junho de 2011
Esta semana, a sonda Cassini da NASA voou a 6.968 quilômetros de distância uma das luas de Saturno, Helena. Medindo apenas 36 × 32 × 30 km, esta minúscula lua só foi descoberta em 1980, quando os astrônomos perceberam que compartilhava sua órbita com uma lua maior do planeta, Dione. Helena acompanha Dione, localizada no ponto Lagangriano Saturno-Dione (L4). Por essa razão, Helena é conhecida por “lua troiana”*, uma das quatro descobertas até agora no sistema saturnino.
Como Helena é tão pequena, parece não ter um campo gravitacional intenso o bastante para moldá-la na forma de uma esfera lisa, um estado conhecido como equilíbrio hidrostático. Por isso, é uma lua cheia de protuberâncias, além de apresentar crateras de impacto e estruturas parecidas com canais. Curiosamente, Helena também tem “duas faces”: um lado é liso e parece coberto por poeira, enquanto o outro é escarpado e pontuado por crateras.
Apesar de este ter sido um sobrevoo próximo, em março de 2010 a Cassini passou a apenas 1.820 quilômetros de Helena. Mas nessa ocasião, a sonda captou a imagem do lado escuro de Helena a partir do lado iluminado, registrando um lindo crescente no processo.
*Esta é a origem do nome de Helena, uma homenagem a Helena de Troia, a bisneta de Cronos (Saturno) na mitologia grega.