quinta-feira, 16 de junho de 2011

Que alimentos podem provocar doenças?

Qué alimentos pueden provocar enfermedades
O segredo de permanecer saudável, dizem os especialistas, é conhecer seu inimigo. Foto: Comstock/ThinkStock
Quinta, 9 de junho de 2011
Enquanto agentes de saúde pública tentam encontrar a origem do surto mortal de uma nova cepa da bactéria E. coli na Alemanha, uma lista cada vez maior de doenças e alertas na Europa está alimentando temores em relação aos alimentos em todo o mundo.
Para os consumidores, o surto também levanta dúvidas sobre quais alimentos são mais perigosos e por quê.
No entanto, os especialistas alegam que classificar riscos é muito difícil, em parte pela forma como as estatísticas são formuladas e pelo fato de que a maioria dos casos de doenças ligadas aos alimentos não é comunicada ou investigada. Além disso, qualquer tipo de comida pode ser o vetor de dezena de variedades de bactérias infecciosas. Ainda assim, existem algumas tendências.
Entre os principais vilões, estão a carne mal-cozida, frango e ovos. Hortaliças frescas também são grandes vetores e as principais suspeitas da investigação em curso na Alemanha. Agências de saúde pública alertaram a população para que evite o consumo de brotos crus, tomates, pepinos e folhas verdes cultivados no norte da Alemanha.
No caso de vegetais contaminados, a matéria fecal de animais sempre acaba levando a culpa, já que há fazendeiros que aplicam esterco repleto de bactérias diretamente no solo das lavouras.
Em outros casos, a água de irrigação está contaminada, animais selvagens podem entrar nos campos ou os trabalhadores rurais podem contagiar os alimentos durante atividades de manuseio.
O segredo de permanecer saudável, dizem os especialistas, é conhecer o inimigo.
"Vivemos em um mundo repleto de bactérias", explica Timothy Jones, epidemiologista do Departamento de Saúde do Tennessee, em Nashville. "Às vezes, os epidemiologistas brincam sobre o fato de haver fezes em todo lugar. É um pensamento meio nojento, mas é o mundo em que vivemos”.
A cada ano, um em cada seis americanos adoece por alimentos infectados por bactérias, segundo o Centro de Controle e Prevenção e Doenças (CDC, na sigla em inglês). O CDC registra mais de 1.000 surtos por ano, e um total de 48 milhões de pessoas que desenvolvem sintomas, variando de náusea e cólica abdominal a febre e diarreia severa. Três mil pessoas morrem anualmente por doenças transmitidas por alimentos.
Há outros 31 tipos conhecidos de bactérias, vírus e outros patógenos que infectam os alimentos, mas só um punhado de agentes provoca a maioria dos casos diagnosticados. (Milhões de casos não têm causas conhecidas). A salmonela é a responsável pela maior parte dos casos solucionados, enquanto a A E. coli 0157 provoca os surtos mais graves. Outros patógenos incluem os norovírus, Listeria e Campylobacter.
Cada tipo de agente infeccioso tem seus habitats preferenciais. A Campylobacter, por exemplo, gosta de viver em frangos e outras aves, enquanto a E. Coli 0157 é mais feliz no interior de uma vaca.
Isso explica por que a carne moída tem sido, há tempos, a principal causa de infecções por E. coli 0157, embora a regulamentação mais rígida tenha reduzido a porcentagem de casos. Agora é a vez das hortaliças frescas começarem a partilhar a responsabilidade por disseminar bactérias.
Qualquer tipo de fruta, legume ou verdura pode se contaminar com a E. coli, a salmonela e outros micróbios infecciosos, mas certas variedades têm sido relacionadas com mais frequência aos surtos, tais como brotos, folhas verdes, tomates, a pimenta jalapeño e o melão.
Os brotos são particularmente preocupantes porque a contaminação começa pelas sementes, que são colocadas em água morna para brotarem.
"Os produtos agrícolas correm algum risco de abrigar a E. coli ou a salmonela em suas sementes”, alerta Kirk Smith, supervisor da Unidade de Doenças Transmitidas pelos Alimentos do Departamento de Saúde de Minnesota, em St. Paul. Ele recomenda evitar o consumo de brotos inteiros. "Do contrário, você os estará encubando nas mesmas condições em que as bactérias crescem”.
Quando forem grandes o bastante para o consumo, os brotos apresentam inúmeros recantos e fissuras, que dificultam a esterilização adequada. Mesmo que você os lave vigorosamente, as bactérias podem estar incrustadas no tecido da planta. A mesma coisa pode acontecer com o espinafre, o alface, o tomate e outras hortaliças. Nesses casos, nenhuma limpeza é capaz de elimintar a contaminação.
As hortaliças também são problemáticas porque as comemos cruas. É fácil matar bactérias em ovos e carne, desde que sejam bem cozidos e em temperaturas suficientemente altas, mas ninguém ferve uma cabeça de alface antes de fazer um sanduíche.
Para reduzir os riscos de infecção alimentar, o CDC recomenda lavar as mãos em água morna e sabão pelo menos 20 segundos antes de cozinhar. Evite a contaminação cruzada com facas e tábuas de cortar, e lave bem todas as hortaliças, mesmo as pré-lavadas.
Os únicos alimentos que Smith não come são brotos, carne mal cozida, ostras cruas e sucos e leite não pasteurizados. No entanto, diz ele, apesar de ser importante levar a sério as doenças transmitidas pelos alimentos, é melhor comer frutas e legumes do que evitá-los por medo da contaminação.
"As coisas não são perfeitas e nunca serão. Mas são melhores do que jamais foram na história”, afirma Jones, acrescentando que as 3.000 mortes anuais são estatisticamente insignificantes diante dos bilhões de refeições que são servidas todos os dias no mundo.
"O que mais mata neste país é a obesidade, as doenças cardíacas e o câncer”, pontua. "Por isso, as hortaliças e uma dieta saudável são muito importantes”.

Tumbas do egito e templos: Riscos de saque


Egito
Foto: Museu do Egito ( Cortesia de Wafaa el-Saddik)
Os egípcios estão defendendo corajosamente seu patrimônio cultural, segundo uma declaração de Ismail Serageldin, bibliotecário e diretor da Biblioteca de Alexandria.
“Os jovens se organizaram em grupos encarregados de orientar o tráfego, proteger os bairros e vigiar os edifícios públicos de valor, como o Museu Egípcio e a Biblioteca de Alexandria”, comentou.
“A biblioteca está a salvo graças à juventude do Egito e aos representantes dos manifestantes, que se uniram a nós para proteger os edifícios de possíveis vândalos e saqueadores”, afirmou Serageldin. 
Entretanto, os sítios culturais e arqueológicos ainda correm grandes riscos.
A Margem Ocidental, onde se localizam os templos funerários e o Vale dos Reis, não dispõe de segurança, contando apenas com o apoio dos moradores locais para protegê-los. 
“As antiguidades foram vigiadas pelos moradores a noite toda e nada foi tocado”,  disse Mostafa Wazery, diretor do Vale dos Reis em Luxor.
Segundo Monica Hanna, egiptóloga local, muitos outros centros culturais foram abandonados pela polícia.
“O Museu Copa está desprotegido, assim como partes da Necrópole de Mênfis, ao sul das pirâmides. Só podemos imaginar o que está acontecendo nas zonas mais remotas do Baixo Egito”, declarou Hanna ao Discovery Notícias.
Também há boatos sobre a presença de saqueadores nos armazéns do Conselho Supremo de Antiguidades de Qantara Sharq, assim como em outros armazéns do sul de Saqqara. De fato, houve relatos de grades danos em Abusir e Saqqara.
 “Todas as tumbas seladas foram violadas ontem à noite. Apenas o Museu de Imhotep e os depósitos centrais adjacentes estão sendo protegidos pelos militares. Bandos grandes e organizados estão escavando dia e noite em toda parte”, comentou Hanna.
Atualização: Domingo, 30 de janeiro, 14:40 pm: 
Em uma declaração enviada por fax, o Dr. Zahi Hawass, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, confirmou que um total de 13 caixas foram saqueadas no Museu do Egito, que agora integra a lista dos locais em risco. “Os armazéns e depósitos de Abusir estavam abertos e não pude encontrar ninguém para proteger as relíquias do local. Até agora, não sei o que aconteceu em Saqqara”, escreveu.
“A leste de Qantar, no Sinai, temos um grande armazém que contém antiguidades do Museu Port Said. Infelizmente, um grupo muito numeroso e armado entrou com um caminhão no depósito. Eles abriram as caixas e levaram objetos preciosos”, denunciou Hawass, acrescentando que saqueadores também tentaram invadir o Museu Copta, o Museu das Joias Reais, o Museu Nacional de Alexandria e o Museu El Manial.
“Por sorte, os funcionários do Museu das Joias Reais conseguiram transportar todos os objetos para o sótão e o selaram antes de sair”, comentou Hawass.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Explosão Solar

 

Rara explosão solar pode prejudicar telecomunicações

Maior tempestade solar desde 2006 pode causar panes a partir da tarde desta quarta. Veja vídeo acima:




Foto: NASA/ Solar Dynamics Observatory
Explosão solar dispersou partículas que cobriram quase metade da superfície solar
Equipamentos da agência espacial americana registraram na madrugada de hoje (7) uma grande explosão solar que poderá perturbar a atividade de satélites, telecomunicações e redes elétricas a partir de quarta-feira (8).

A grande nuvem de partículas cresceu rapidamente e se dispersou parecendo cobrir uma área quase do tamanho da metade da superfície solar. Segundo o serviço de meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês), desde 2006 não se via uma tempestade solar deste tamanho.

As labaredas solares ocorrem logo no começo do evento como uma pequeno flash de luz. Um material escuro, o filamento da erupção, é emitido e se expande por uma grande área da superfície solar. A raridade desta explosão solar está justamente no tamanho de sua expansão.

O Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA, observou o pico das atividades solares às 2h41 (horário de Brasília), as imagens foram captadas riqueza de detalhes. A equipe do SDO classificou a explosão solar como um "espetáculo visual". As partículas resultantes da explosão, que se movimentam pelo espaço a 1400 km/s. Segundo comunicado do NWS, o fenômeno pode provocar uma tempestade magnética de pequena a moderada, a partir das 15h, horário de Brasília. Ela pode causar problemas nos sistemas de GPS, obrigando aviões a modificar suas rotas ao sobrevoar regiões polares.
As explosões na superfície do Sol têm causado preocupação entre os cientistas. O astro tem ciclos de atividade a cada 11 anos, e ele estaria entrando num período de pico entre 2011 e 2012.

domingo, 12 de junho de 2011

Terremotos elevam a natalidade - Superinteressante

Ciência Maluca

Terremotos elevam a natalidade

por Thiago Perin
Uma pesquisa da ONU constatou que a taxa de fertilidade no Haiti triplicou após o terremoto que atingiu o país em janeiro de 2010. Tudo porque, com os hospitais destruídos pela tragédia, a oferta de contraceptivos diminuiu. E, além de contarem com menos preservativos, os sobreviventes teriam passado a fazer mais sexo - como forma de lutar contra o estresse.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Satélites flagram madeireiros em ação

Satélites pillan a los madereros in-fraganti
Crédito: Survival International
Sexta, 27 de maio de 2011
Muitas vezes, parece que nossa sociedade repleta de “Big Brothers” é vigiada demais, com milhares de satélites riscando o céu, centenas de câmeras monitorando nossas ações e as questionáveis políticas de privacidade que permeiam as redes sociais. Mas de vez em quando, esses espiões de olhos múltiplos flagram uma irregularidade e todos respiramos aliviados por eles existirem.
Tomemos como exemplo o caso dos Ayoreosos do Paraguai, um dos últimos povos indígenas a viver, em grande parte, isolados do contato com o mundo moderno. Ao longo da última década, madeireiros e fazendeiros devastaram a floresta do norte do Paraguai. Segundo The Guardian, “quase 10% da floresta virgem do norte do Paraguai foi derrubada”. Para piorar a situação, esse desmatamento intensivo tem acontecido nas áreas próximas às tribos dos Ayoreos, sem seu conhecimento ou aprovação.
Depois que essa tragédia foi revelada, foi declarada uma moratória para o corte da madeira nas terras dos Ayoreos, mas imagens de satélites obtidas em dezembro passado por grupos de defesa dos indígenas, incluindo a Survival International, mostram claramente que o desmatamento ilegal ainda está em andamento. Como parece não haver grande fiscalização das normas de corte de madeira no solo, os ativistas recorreram aos satélites para vigiar o processo.
Outros esforços que usaram imagens de satélite denunciaram a ocorrência de desmatamento ilegal em Madgascar, Brasil, Indonésia e no Congo, entre outros países.
As imagens podem ajudar a chamar a atenção para instâncias específicas da atividade ilegal, mas segundo a Wired Science, não existe atualmente um rastreamento sistemático do desmatamento dentro da área em questão – e a floresta paraguia continua a ser destruída. Se os ativistas equipados com satélites continuarem a denunciar o desmatamento ilegal, espera-se que a pressão para punir as empresas responsáveis aumente

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História do Egito





A Civilização egípcia é datada do ano de 4.000 a.C., permanecendo  estável por 35 séculos, apesar de inúmeras invasões das quais foi vítima.
Em 1822, o francês Jean François Champollion decifrou a antiga escrita egípcia tornando possível o acesso direto às fontes de informação egípcias. Até então, o conhecimento sobre o Egito era obtido através de historiadores da Antigüidade greco-romana.
 
O MEIO AMBIENTE E SEUS IMPACTOS
Localizado no nordeste africano de clima semi-árido e chuvas escassas ao longo do ano, o vale do rio Nilo é um oásis em meio a uma região desértica. Durante a época das cheias, o rio depositava em suas margens uma lama fértil na qual durante a vazante eram cultivados cereais e hortaliças.
O rio Nilo é essencial para a sobrevivência do Egito. A interação entre a ação humana e o meio ambiente é evidente na história da civilização egípcia, pois graças à abundância de suas águas era possível irrigar as margens durante o período das cheias. A necessidade da construção de canais para irrigação e de barragens para armazenar água próximo às plantações foi responsável pelo aparecimento do Estado centralizado. Nilo > agricultura de regadio > construção de obras de irrigação que exigiam forte centralização do poder > monarquia teocrática
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
A história política do Egito Antigo é tradicionalmente dividida em duas épocas:

Pré-Dinástica (até 3200 a.C.): ausência de centralização política.
População organizada em nomos (comunidades primitivas) independentes da autoridade central que era chefiada pelos nomarcas. A unificação dos nomos se deu em meados do ano 3000 a.C., período em que se consolidaram a economia agrícola, a escrita e a técnica de trabalho com metais como cobre e ouro.
Dois reinos Alto Egito (sul) e Baixo Egito (norte) surgiram por volta de 3500 a.C. em conseqüência da necessidade de se unir esforços para a construção de obras hidráulicas.

Dinástica:


Forte centralização política Menés, rei do Alto Egito, subjugou em 3200 a.C. o Baixo Egito. Promoveu a unificação política das duas terras sob uma monarquia centralizada na imagem do faraó, dando início ao Antigo Império, Menés tornou-se o primeiro faraó. Os nomarcas passaram a ser “governadores” subordinados à autoridade faraônica.
PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA
A Época Dinástica é dividida em três períodos:
Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.)

Capital: Mênfis foi inventada a escrita hieroglífica.
Construção das grandes pirâmides de Gizé, entre as quais as mais conhecidas são as de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. Esses monumentos, feitos com blocos de pedras sólidas, serviam de túmulos para os faraós. Tais construções exigiam avançadas técnicas de engenharia e grande quantidade de mão-de-obra.
Invasão dos povos nômades: fragmentação do poder Médio Império (c. 2040-1580 a.C.)
Durante 200 anos o Antigo Egito foi palco de guerras internas marcadas pelo confronto entre o poder central do faraó e os governantes locais – nomarcas. A partir de 2040 a.C., uma dinastia poderosa (a 12ª) passou a governar o País iniciando o período mais glorioso do Antigo Egito: o Médio Império. Nesse período:
  • Capital: Tebas
  • Poder político: o faraó dividia o trono com seu filho para garantir a sucessão ainda em vida
  • Poder central controlava rigorosamente todo o país
  • Estabilidade interna coincidiu com a expansão territorial
  • Recenseamento da população, das cabeças de gado e de terras aráveis visando a fixação de impostos
  • Dinamismo econômico
Os Hicsos
Rebeliões de camponeses e escravos enfraqueceram a autoridade central no final do Médio Império, permitindo aos hicsos - um povo de origem caucasiana com grande poderio bélico que havia se estabelecido no Delta do Nilo – conquistar todo o Egito (c.1700 a.c.). Os hicsos conquistaram e controlaram o Egito até 1580 a.C. quando o chefe militar de Tebas derrotou-os. Iniciou-se, então, um novo período na história do Egito Antigo, que se tornou conhecido como Novo Império.
As contribuições dos hicsos foram:
  • fundição em bronze
  • uso de cavalos
  • carros de guerra
  • tear vertical
Novo Império - (c. 1580- 525 a.C.) O Egito expulsou os hicsos conquistando, em seguida, a Síria e a Palestina.
Capital: Tebas.
  • Dinastia governante descendente de militares.
  • Aumento do poder dos sacerdotes e do prestígio social de militares e burocratas.
  • Militarismo e expansionismo, especialmente sob o reinado dos faraós Tutmés e Ramsés.
  • Conquista da Síria, Fenícia, Palestina, Núbia, Mesopotâmia, Chipre, Creta e ilhas do Mar Egeu.
  • Afluxo de riqueza e escravos e aumento da atividade comercial controlada pelo Estado.
  • Amenófis IV promoveu uma reforma religiosa para diminuir a autoridade dos sacerdotes e fortalecer seu poder implantando o monoteísmo (acrença numa única divindade) durante seu reino.
  • Invasões dos “povos do mar” (ilhas do Mediterrâneo) e tribos nômades da Líbia conseqüente perda dos territórios asiáticos.
  • Invasão dos persas liderados por Cambises.
  • Fim da independência política.
Com o fim de sua independência política o Egito foi conquistado em 343 a.C. pelos persas. Em 332 a.C. passou a integrar o Império Macedônio e, a partir de 30 a.C., o Império Romano.
ASPECTOS ECONÔMICOS
Base econômica:
  • Agricultura de regadio com cultivo de cereais (trigo, cevada, algodão, papiro, linho) favorecida pelas obras de irrigação.
  • Agricultura extensiva com um alto nível de organização social e política.
  • Outras atividades econômicas: criação de animais (pastoreio), artesanato e comércio.
ASPECTOS POLÍTICOS
Monarquia teocrática:
  • O governante (faraó) era soberano hereditário, absoluto e considerado uma encarnação divina. Era auxiliado pela burocracia estatal nos negócios de Estado.
  • Havia uma forte centralização do poder com anulação dos poderes locais devido à necessidade de conjugação de esforços para as grandes construções.
  • O governo era proprietário das terras e cobrava impostos das comunidades camponesas (servidão coletiva). Os impostos podiam ser pagos via trabalho gratuito nas obras públicas ou com parte da produção.
ASPECTOS SOCIAIS
Predomínio das sociedades estamentais (compostas por categorias sociais, cada uma possuía sua função e seu lugar na sociedade).
  • O Egito possuía uma estrutura social estática e hierárquica vinculada às atividades econômicas. A posição do indivíduo na sociedade era determinada pela hereditariedade (o nascimento determina a posição social do indivíduo).
  • A estrutura da sociedade egípcia pode ser comparada a uma pirâmide. No vértice o faraó, em seguida a alta burocracia (altos funcionários, sacerdotes e altos militares) e, na base, os trabalhadores em geral . 
  • A sociedade era dividida nas seguintes categorias sociais:
  • O faraó e sua família - O faraó era a autoridade suprema em todas as áreas, sendo responsável por todos os aspectos da vida no Antigo Egito. Controlava as obras de irrigação, a religião, os exércitos, promulgação e cumprimento das leis e o comércio. Na época de carestia era responsabilidade do faraó alimentar a população.
  • aristocracia (nobreza e sacerdotes). A nobreza ajudava o faraó a governar.
  • grupos intermediários (militares, burocratas, comerciantes e artesãos)
  • camponeses
  • escravo
Os escribas, que dominavam a arte da escrita (hieróglifos), governantes e sacerdotes formavam um grupo social distinto no Egito.
ASPECTOS CULTURAIS
  • A cultura era privilégio das altas camadas.
  • Destaque para engenharia e arquitetura (grandes obras de irrigação, templos, palácios).
  • Desenvolvimento de técnicas de irrigação e construção de barcos.
  • Desenvolvimento da técnica de mumificação de corpos.
  • Conhecimento da anatomia humana.
  • Avanços na Medicina.
  • Escrita pictográfica (hieróglifos).
  • Calendário lunar.
  • Avanços na Astronomia e na Matemática, tendo como finalidade a previsão de cheias e vazantes.
  • Desenvolvimento do sistema decimal. Mesmo sem conhecer o zero, os egípcios criaram os fundamentos da Geometria e do Cálculo.
  • Engenharia e Artes.
  •  Jogavam xadrez.
ASPECTOS RELIGIOSOS
  • Politeísmo
  • Culto ao deus Sol (Amom – Rá)
  • As divindades são representadas com formas humanas (politeísmo antropomórfico), com corpo de animal ou só com a cabeça de um bicho (politeísmo antropozoomórfico)
  • Crença na vida após a morte (Tribunal de Osíris), daí a necessidade de preservar o cadáver, desenvolvimento de técnicas de mumificação, aprimoramento de conhecimentos médico-anatômicos.