terça-feira, 6 de março de 2012

Muitas mulheres não percebem quando ganham peso

Muitas mulheres não percebem quando ganham peso
Crédito da foto: Getty Images
Não é novidade que os quilinhos a mais aparecem lentamente – não é uma lauta refeição ou duas que fazem você ganhar peso, mas a dieta diária e o estilo de vida.
Por outro lado, muita gente acredita que os americanos (sobretudo as mulheres) são tão obcecados pelo peso que vigiam cada caloria que consomem e cada grama em excesso – como a personagem Bridget Jones dos filmes e livros.
No entanto, um novo estudo sugere que isso não se aplica a muitas mulheres.
Publicado na edição de março do Journal of Women's Health, o estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Texas descobriu que um número significativo de mulheres, avaliadas a cada seis meses, não reconheciam ganhos recentes de peso.
Os pesquisadores analisaram as respostas de 466 mulheres de várias etnias ao longo de 36 meses, e observaram que quase um terço não percebia ter engordado cerca de dois quilos ao longo de mais de seis meses. Já um quarto das mulheres não notou um ganho de peso de quase 4 quilos durante o mesmo período.
O estudo, que se acredita ser o primeiro a explorar a precisão da auto-percepção sobre o ganho recente de peso, revelou que as mulheres afro-americanas e que usavam o contraceptivo Depo-Provera eram mais propensas a notar o ganho de peso que as hispânicas ou brancas.
Os resultados se alinham com estudos anteriores. Em 2010, por exemplo, um estudo concluiu que 4 entre 10 mulheres com excesso de peso acreditavam ser mais magras do que de fato são. Foram entrevistadas 2.224 mulheres entre 18 e 25 anos, de diversas etnias.
Utilizando o Índice de Massa Corporal (IMC) e a auto-percepção do peso das entrevistadas, os pesquisadores concluíram que 36,8% das mulheres acima do peso (e 10,5% das obesas) acreditavam estar abaixo do peso normal.
Embora se acredite que a maioria das mulheres se ache gorda demais, apenas 16% das entrevistadas com peso normal se achavam acima do peso. A grande maioria (84%) se percebeu corretamente com peso normal ou abaixo do peso.
Estes resultados preocupam os pesquisadores, porque pessoas que não se dão conta do excesso de peso não se esforçam para perder os quilos a mais.  As conclusões também geram implicações para a epidemia de obesidade generalizada nos Estados Unidos, já que os médicos não levam em conta que suas pacientes acima do peso ou obesas talvez não percebam quando ganham quilos a mais (ou mesmo têm noção do próprio peso).

Hospital tuita cirurgia cardíaca ao vivo

Hospital tuita cirurgia cardíaca ao vivo
Crédito da foto: Getty Images
Há muitas luas, em um momento de extravagância, decidi tuitar ao vivo a enésima vez em que assisti ao filme "La Bamba". Quando Ritchie (Lou Diamond Phillips) está prestes a cantar sua dilacerante versão rock-n-roll da canção folk de Son Jarocho no Brooklyn, fico todo arrepiado, e quando entra o riff de guitarra, mais ainda. E nem me falem do tema que encerra o filme, de Santo & Johnny, se não quiserem ver um homem chorar.
Tuitar um dos filmes que você mais ama infância pode parecer ousado, mas sempre haverá alguém capaz de te superar – como a equipe médica do Centro Médico Memorial Herman, que tuitou ao vivo uma cirurgia cardíaca de ponte de safena e me ofuscou totalmente.
Enquanto o coração pulsante de um paciente anônimo de 57 anos estava exposto na mesa de operação, a conta do hospital no Twitter,@houstonhospital, disparava tuítes como este:
“O paciente está em decúbito dorsal, com os braços dispostos/posicionados ao lado, com um travesseiro sob as pernas para expor as veias safenas, e um cilindro colocado sob o tórax. #mhopenheart- Memorial Hermann (@houstonhospital) em 21 de fevereiro de 2012”.
A hashtag #mhopenheart convidava os tuiteiros a enviar perguntas ao cardiologista presente durante o procedimento matinal. Também foram tuitadas as atualizações cirúrgicas, fotos via Twitpic e um vídeo para os seguidores que se animaram a observar as entranhas do paciente.
Quem pilotava o bisturi era o cirurgião torácico e cardiovascular Michael P. Macris, que concluiu o procedimento em cerca de duas horas.
Não foi uma performance ruim, se levarmos em conta os 5.728 seguidores do hospital e as outras pessoas que devem ter assistido pela galeria da sala de operações. Desta posição vantajosa, pelo menos ninguém precisa ter medo de derrubar pastilhas de menta na cavidade torácica aberta.
Fonte: Yahoo News

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Atenção

Novidades na pagina de historia do 9ºano sobre a  Primeira guerra mundial. Para ver aperte aqui

sábado, 28 de janeiro de 2012

Solowheel, o monociclo elétrico



Solowheel
Solowheel: US$1.800. Foto: Inventist.
Não tenho nada contra quem gosta do Segway, mas depois de andar em um Solowheel na semana passada na CES (vídeo abaixo), olho para essas pessoas da mesma forma que olhava os “pilotos” de velocípede quando passei andar de bicicleta.
Diferentemente do Segway, o Solowheel têm apenas uma roda – e não há onde se segurar (aviso às crianças: mesmo que estejam com as mãos livres, não enviem mensagens de texto enquanto andam de Solowheel). Mas como o Segway, os sensores giroscópicos do Solowheel permitem virar, acelerar e desacelerar, andar para frente e para trás. Ele também reaproveita a energia quando desacelera ou desce uma ladeira, como umcarro híbrido. Com uma carga completa da bateria de fosfato de ferro-lítio de 39V (LiFePO4) e o motor de 1kW, o Solowheel percorre de 24 a 32 quilômetros a 16 km/h.
Duas grandes diferenças entre os dois veículos são o preço e o tamanho. Um Solowheel novo é cerca de 25% mais barato que um Segway. E quando ambos são dobrados, o Segway cabe no porta-malas de um carro, enquanto o Solowheel fica do tamanho de um assento de banqueta, bem mais portátil.
Talvez seja difícil perceber isso, com tamanha desenvoltura e habilidade exibidas no vídeo abaixo, mas andar em um Solowheel requer alguma prática. A parte mais difícil é subir nele. Quem nunca andou em um tende a fixar um dos tornozelos no pad central, encostar em uma parede e virar o monociclo enquanto prende o tornozelo esquerdo, ficando em pé rapidamente. Os usuários mais avançados começam fixando só uma perna, dão um pulinho de skatista e encaixam a outra perna quando ele começa a andar.
A minha unidade de demonstração tinha rodinhas, o que é aceitável só se você andar em linha reta, mas não quando precisa virar. O truque para se manter equilibrado é ficar na posição mais ereta possível. E o centro do corpo não deve entrar na equação, como em um monociclo comum, a menos que você prefira se esborrachar como se tivessem puxado o tapete sob seus pés...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O depoimento de Patricia



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Foto: Ariana Cubillos / AP


Por Armando Dupont

Patricia é uma colombiana de Medellín. Tem 35 anos e trabalha como jornalista. Este não é seu nome verdadeiro. Em sua conversa com oDiscovery Notícias, ela pediu para não revelar sua identidade por se tratar de uma pessoa pública.

Depois de dar à luz seu segundo filho, Patricia, caiu em depressão. Para elevar a auto-estima, decidiu colocar implantes mamários, apesar de sempre ter sentido aversão por cirurgias plásticas estéticas,  tão comuns entre as mulheres de sua cidade.

“Operei em 2005 depois da minha segunda gravidez (…), procurei um dos melhores médicos. Coloquei os implantes, e depois de seis anos, procurei um clínico geral. Ele me disse que um dos implantes havia se rompido. Eu sentia pontadas por dentro. (…) Fiz uma ecografia mamária e foi confirmada a ruptura”, detalha Patricia.

“Substitui a prótese no ano passado, todas nós as trocamos antes do escândalo. Foi uma reação em cadeia entre várias mulheres que tinhamimplantes PIP. Contei a uma vizinha que meu implante se rompeu, ela não acreditou e disse que ia verificar o dela. Ela fez o exame e seu implante estava rompido. Outra amiga fez a mesma coisa e a ruptura se repetiu. Foi impressionante”, recorda.

Patricia queixou-se com o cirurgião que a operou, que não cobrou pela retirada dos implantes PIP e inseriu as próteses novas. No entanto, ela teve que pagar pelas despesas do centro cirúrgico e pelos implantes novos, gastando cerca de 2.000 dólares.

Do alto de seus 35 anos e como mãe de família, ela reflete: “Medellín é uma das cidades da Colômbia mais afetadas pela vaidade. Agora os presentes de 15 anos para as meninas são próteses”, alerta, com preocupação. “A vaidade aqui em Medellín está devorando o nosso cérebro”, conclui.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PIP: os implantes de mama que espalharam o pânico



PIP
Foto: Lionel Cironneau / AP.


Por Armando Dupont

Por estética ou por motivo de saúde, milhares de mulheres em todo o mundo estão se submetendo a cirurgias para colocar implantes mamários. Algumas admitem que enfrentam o risco de uma cirurgia por vaidade, outras garantem que só querem melhorar a auto-estima. Os cirurgiões plásticos também têm pacientes que se submetem a cirurgias de reconstrução do seio depois de acidentes ou de mastectomias, frequentemente ligadas ao câncer de mama. Este tipo de cirurgia estética ou plástica é realizada há mais de meio século, recordam os especialistas, que defendem esta intervenção cirúrgica por considerá-la bastante segura.

No entanto, um escândalo recente revelou os problemas inesperados que algumas pacientes podem enfrentar, quando o governo francês recomendou a remoção de todos os implantes da marca PIP em dezembro.

O que são implantes mamários?

Implantes mamários são próteses artificiais inseridas no corpo para aumentar o tamanho dos seios ou reconstrui-los.

Segundo especialistas, a definição mais simples é uma bolsa de diferentes tamanhos, dependendo da preferência ou conveniência da paciente, repleta de uma substância com consistência que varia de líquida a gelatinosa. Em geral, trata-se de uma solução salina ou de silicone, que também pode vir em forma de gel.

Por meio da introdução de um volume para aumentar artificialmente o tamanho do seio, o implante também possibilita a modificação da forma da mama.

Felipe Martínez, cirurgião-plástico da Sociedade Colombiana de Cirurgia Plástica, explicou que a técnica existe há 45 anos. “O implante é introduzido no corpo por meio de uma incisão, que pode ser realizada na auréola do mamilo, na axila ou na base do seio, em que o peso da mama pode ou não deixar uma dobra, uma região conhecida como ‘ sulco submamário’”, detalhou Martínez.

Resumo de um escândalo mundial

A Poly Implants Prothèse (PIP) fabricou próteses de silicone durante quase 20 anos, até ser fechada pelo governo francês em 2010. A PIP destinava grande parte de sua produção à exportação, sobretudo para países da América Latina, uma região que o aumento crescente do poder aquisitivo (e em alguns casos, do culto à beleza e aos seios grandes) transformou em um atraente mercado para procedimentos cirúrgicos estéticos.

Milhares de mulheres – segundo estimativas, cerca de 400 mil – haviam colocado implantes mamários desta marca até 2010, quando a vigilância sanitária francesa constatou que a PIP utilizava silicone industrial, e não o habitual silicone de grau médico, para rechear suas próteses.

Mas o escândalo estourou em dezembro de 2011, quando as autoridades de França recomendaram a cerca de 30 mil mulheres a extração dos implantes da PIP, depois de constatar que estas próteses se rompiam com mais frequência. 

A partir deste momento, milhares de mulheres em todo o mundo descobriram que seus implantes não continham o material adequado e autorizado para utilização médica, além de apresentarem um risco maior de ruptura. 

As consequências do problema

“Obviamente, isso gerou muito pânico”, reconheceu o doutor Felipe Martínez em entrevista ao TuDiscovery. “São milhares de pacientes porque as PIP eram as próteses mais vendidas da América Latina. Todas elas estão em pânico. Ligam para as amigas às três da manhã, não dormem, têm pesadelos. Muitas nem sequer têm essa marca, mas quando lhes contamos isso, essas pacientes ficaram aliviadas. (…) Outras estão em perfeito estado e podem ser retiradas depois, não é uma urgência”, explica o especialista.

“Existe o risco de a prótese se romper, mas não o de provocar câncer. Já foi provado que o silicone, mesmo o industrial, não produz câncer. Até mesmo os silicones mais antigos, implantados há 40 anos, não provocam a doença. Essa discussão já acabou há muitos anos. E ainda tem gente que acredita que as próteses PIP dão câncer. Não, esse risco não existe”, enfatizou. 

“Em geral, como são próteses implantadas há vários anos, em caso de ruptura, o corpo cria uma membrana ao redor da prótese, que se chama cápsula. Se ela se romper, o normal é que este gel coesivo não vaze para o corpo, mas fique dentro da cápsula que envolve a prótese. Então, não é uma urgência imediata. As pacientes precisam ter calma, não precisam sair às três da manhã para trocar o implante. (…) Podem demorar meses”, resumiu. 

PIP e a lei

Desde o escândalo, países como a Venezuela determinaram que o sistema público de saúde assuma o custo pela retirada dos implantes das pacientes que desejarem fazê-lo. No Brasil, o SUS só pagará pelas cirurgias se houver ruptura do implante. A França foi além e garantiu que pagará pela substituição de todas as próteses.

As decorrências legais do escândalo são múltiplas. A rede CNN divulgou que cerca de duas mil mulheres na América Latina anunciaram ações judiciais.

Leia o depoimento de Patrícia, uma das vítimas das próteses de silicone adulteradas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crescimento populacional zero = planeta mais saudável?



Population
Crédito: Getty Images.
Por Tim Wall
Até meados deste século, a população humana pode chegar a um ponto de equilíbrio, o chamado nível de reposição, em que os nascimentos se igualam às mortes, segundo projeções da ONU.
Mas se considerarmos que os dois países que já alcançaram o nível de reposição ou estão abaixo dele também são os maiores poluidores, China e Estados Unidos, uma população global estável realmente beneficiaria aTerra?
"A estabilização da população não é uma solução, mas sem ela, será mais difícil resolver os demais problemas”, afirmou em entrevista ao Discovery Notícias John Seager, da Population Connection, uma organização que se dedica à redução do crescimento da população mundial.
Lidar simultaneamente com o crescimento populacional, a melhoria da qualidade de vida dos mais pobres e o combate à degradação ambiental é um complicado malabarismo, comparou Seager. É possível, mas muito difícil.
Segundo Seager, os termos da equação "Impacto-População-Riqueza-Tecnologia” fornecem um modelo para este malabarismo: Impacto = População x Riqueza x Tecnologia.
"Em geral, quanto mais rica for uma sociedade, mais ela consome. A tecnologia atua nas duas direções Se você comprar um SUV enorme, seu impacto aumenta. Se comprar um veículo híbrido, ele diminui”, explica Seager.
A redução da população permite melhorias nos outros dois termos da equação, sem ampliar o impacto cumulativo sobre o planeta.
"Se a população diminuísse no mundo em desenvolvimento, haveria mais tempo para uma exploração maciça de recursos”, pondera Hania Zlotnik, diretora da  Divisão de Populações da ONU, em entrevista do Discovery Notícias.
"O dilema sobre o bilhão de pessoas na África é a necessidade de aumentar a produção e o consumo [para melhorar sua qualidade de vida]. Elas precisam consumir mais, e isso significa mais pressão sobre o meio ambiente. Mas elas  merecem, porque não tiveram essa chance”, declarou Zlotnik.
Em quase todos os países, a taxa de fertilidade, ou número médio de filhos por mulher, já está caindo, e as projeções da ONU de reduções contínuas são bastante confiáveis, já que se baseiam na tendência central de modelos de computador com 100 mil possibilidades diferentes.
"Não é como o mercado de ações, onde tudo pode acontecer. Os padrões são razoavelmente estáveis ao longo do tempo”, explica Zlotnik.
No entanto, não há garantias.
"Atingimos um patamar muito importante, mas se descuidarmos das atividades para a redução do crescimento populacional, os desafios serão maiores”, conclui.
Em termos práticos, tais atividades incluem atender às necessidades de planejamento familiar de milhões de mulheres desassistidas. Mais de 35% das mulheres em alguns países, como Gana e Haiti, gostariam de recorrer ao planejamento familiar, mas não têm recursos, segundo dados da ONU.
O acesso a métodos contraceptivos voluntários, simples e acessíveis poderia operar uma transformação em menos de uma geração, acredita Seager.
Ele citou os Estados Unidos, o México e o Irã como exemplos de três culturas mito diferentes que reduziram suas taxas de fertilidade por meio de métodos voluntários de contracepção.
"À educação melhor à medida que as famílias diminuem. Isso gera o capital humano necessário para enfrentarmos os desafios ambientais”, assevera Seager.