domingo, 29 de abril de 2012


México aprova lei contra mudança climática

México aprova lei contra mudança climática
Crédito da foto: Getty Images
Como o vulcão mexicano Popocatepetl continua expelindo cinzas e gases estufa, os próprios mexicanos decidiram se mobilizar para reduzir as emissões de dióxido de carbono.
Uma lei recentemente aprovada pelo congresso mexicano reduzirá as emissões de dióxido de carbono em 30% até o ano de 2020, e em 50% até 2050, em relação às emissões registradas no ano 2000, informa aNature. Até o ano de 2024, 35% da energia elétrica do país deverá vir de fontes renováveis.
No entanto, tais leis podem se tornar um grande desafio para o México, que é a 11ª economia do mundo (e ocupa o mesmo lugar em emissão de gases estufa).
“Somos grandes criadores de leis. O problema é aplicá-las”, declarou àNature Juan Bezaury, especialista mexicano em políticas públicas. O país também tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo, segundo a consultoria de petróleo DeGolyer and MacNaughton (com sede nos EUA), embora o jornal El Universal ressalte que boa parte dessa reserva não pode ser explorada com a tecnologia de hoje.
A produção da petrolífera estatal Petróleos Mexicanos já diminuiu de forma significativa na última década, e a opção pela energia renovável poderia afetar seriamente os cofres do governo mexicano.
Ainda assim, os legisladores mexicanos não parecem preocupados com a possibilidade de redução de combustíveis fósseis no México no futuro. A lei de mudança climática foi aprovada na câmara dos deputados doMéxico com 128 votos a favor e 10 contra. No senado, a aprovação foi unânime.
Talvez os membros da câmara pensem em aproveitar o sol dos desertos ou espalhar turbinas eólicas pelo litoral do país - ou talvez estejam apenas cansados da eterna poluição da Cidade do México.

sábado, 24 de março de 2012

Coca-Cola altera composição do corante caramelo

Coca-Cola altera composição do corante caramelo
Crédito da foto: Corbis
Quando Ira Glass anunciou no programa This American Life, da National Public Radio, que havia descoberto a receita original da Coca-Cola, um dos ingredientes listados era o caramelo.
Como a receita foi modificada ao longo dos anos, hoje a cor de caramelo do refrigerante é obtida a partir de uma mistura de substâncias que contém 4-metilimidazol. Também conhecida como 4-MI ou 4-MEI, a substância está presente em outros refrigerantes, como a Pespi. Na época, o Centro de Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês) anunciou que a substância é um cancerígeno comprovado e não deveria integrar a cadeia de alimentos.
Agora, o CSPI apresentou um pedido formal de veto à FDA (Food and Drug Administration, órgão governamental que controla alimentos e remédios). A substância já figura na lista de carcinogênicos banidos da Califórnia, e a Coca-Cola se comprometeu a alterar a fórmula para evitar que advertências sobre substâncias cancerígenas estampem as latas do refrigerante no estado.
"A empresa decidiu solicitar aos fornecedores de caramelo que fizessem as alterações necessárias para atender às exigências do estado da Califórnia”, declarou Diana Garza Ciarlante, porta-voz da Coca-Cola, à National Public Radio, acrescentando que o corante utilizado sempre foi seguro.
"O fato é que os dados científicos sobre a presença do 4-MEI não justificam as alegações equivocadas nas quais o CSPI tenta fazer o público acreditar”, enfatizou Ciarlante.
A FDA afirma que o consumo seria preocupante se as pessoas bebessem mil latas de refrigerante por dia, mas o CSPI discorda.
"Corantes carcinogênicos não têm lugar em nossos alimentos, sobretudo se levarmos em conta que sua única função é cosmética”, argumenta Michael Jacobson, diretor-executivo do CSPI, em um comunicado à imprensa.
O grupo também alega que o rótulo é enganoso.
"A maioria das pessoas pode interpretar o termo ‘corante caramelo’ como ‘colorido com caramelo’, mas este ingrediente específico tem pouco a ver com o caramelo comum ou o doce de caramelo”, explica Jacobson. “É uma mistura concentrada marrom-escura de substâncias químicas que simplesmente não existem na natureza. O caramelo comum não é saudável, mas pelo menos não é tingido com substâncias carcinogênicas”.
Os fornecedores afirmam que modificaram a cor durante o processo de fabricação para reduzir os níveis de 4-MI, alterando temperatura, pressão e ingredientes.
Os consumidores vão perceber a diferença? De jeito nenhum, garante a Coca.

Dispostivo transforma leigos em cirurgiões em um instante

Dispositivo

Foto: ESA

Por Nic Halverson 

Digamos que você seja um arqueólogo que escava artefatos maias nas selvas remotas de Chiapas, quando o apêndice de um de seus colegas supura. Você está a quilômetros do hospital mais próximo e não há tempo para uma remoção de emergência. Hora de esterilizar as facas que tiver à mão e realizar uma apendicectomia improvisada.
Mesmo o mais intrépido explorador pode fraquejar diante da tarefa, mas graças a este dispositivo, até o mais covarde já pode se gabar à mesa do jantar, recordando o dia em que salvou a vida de um Indiana Jones às margens de um riacho lamacento na selva mexicana.
O aparelho se chama Sistema de Cirurgia e Diagnóstico Médico Auxiliado por Computador (CAMDASS, na sigla em inglês). Foi criado pela Agência Espacial Europeia (ESA) para proporcionar aos astronautas conhecimentos médicos de emergência.
Em resumo, o CAMDASS fornece um tutorial passo a passo em realidade aumentada para a execução de um procedimento cirúrgico. Um visor instalado na cabeça sobrepõe imagens da “visão do cirurgião”, enquanto o sistema “registra” o corpo doente com uma série de marcadores.
Até agora, o protótipo foi usado apenas para realizar exames, uma prática comum na Estação Espacial Internacional (mas as apendicectomias na selva talvez não estejam tão longe). Para isso, a sonda do ultrassom é ligada ao CAMDASS e rastreada por uma câmera infravermelha. A peça instalada na cabeça do “cirurgião” é composta por um visor 3D de realidade aumentada, que fornece instruções sobre a manipulação da sonda. Imagens de ultrassom de referência também aparecem para o observador e podem ser controladas por comandos de voz.
Usuários que participaram de testes experimentais relataram que foram capazes de executar procedimentos complexos sem ajuda.

Feliz Dia da Água, Terra!

Dc_diamundialagua_990x343-2-brasil
Uma enorme quantidade de água está presente nos alimentos que consumimos, muito mais do que a maioria imagina. De fato, é preciso uma quantidade de água mil vezes maior para alimentar a população humana que para saciar a nossa sede.
A extraordinária conexão entre a água e a segurança alimentar é a reflexão sugerida pela campanha da Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira, 22 de março, Dia Mundial da Água.
Desde a primeira dessas campanhas anuais, lançada em 1993, o Dia Mundial da Água gira em torno de um tema específico. O lema do ano passado foi “Água para as Cidades”; em 1995, “Mulheres e Água”. Este ano, os organizadores da campanha enfatizam que a preservação da água é um bom motivo para comer menos. Afinal, são necessários 1.500 litros de água para produzir um quilo de trigo; já a mesma quantidade de carne exige 15.000 litros.
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirma que alimentar os 9 bilhões de habitantes que a Terra abrigará até 2050 será simplesmente impossível – a menos que encontremos uma forma de cultivar mais alimentos usando menos água. Cerca de 70% da água doce destinada a consumo humano já está sendo desviada para a irrigação. Se essas colheitas irrigadas alimentarem mais pessoas que cabeças de gado, talvez possamos dar um passo na direção certa, mas isso exigirá um uso mais inteligente da água.
Se você ainda precisa de outro exemplo da estreita conexão entre os alimentos e a segurança alimentar, lembre-se de que a seca é a principal causa dos episódios de escassez maciça de alimentos nos países subdesenvolvidos. E certamente mudança climática agravará o problema em algumas regiões do mundo.
“Reduções drásticas no escoamento dos rios e no reabastecimento dos aquíferos devem ocorrer na Bacia do Mediterrâneo e nas regiões de semi-árido das Américas, Austrália, e África do Sul, afetando a disponibilidade e a qualidade da água em regiões que já vivem sob pressão”, alerta a FAO.
Mas nem todas as notícias neste Dia Mundial da Água são sombrias. Um relatório divulgado no começo deste mês revelou que mais de 2 bilhões de pessoas ganharam acesso a fontes melhores de água potável entre 1990 e 2010.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Descoberto novo fóssil de hominídeo que conviveu com homem moderno


Hominídeo, que viveu há 14,5 mil anos na China, apresenta mistura de traços físicos arcaicos e modernos

EFE


Foto: Art copyright by Peter Schouten Ampliar
Ilustração do novo hominídeo descoberto em cavernas de Maludong, na China
Fósseis encontrados em duas cavernas do sudoeste da China revelaram a existência de uma espécie de hominídeo até agora desconhecido. Os fósseis da Idade de Pedra apresentavam uma incomum mistura de traços físicos arcaicos e modernos, deixando uma nova pista sobre a evolução humana na Ásia.
Datando entre 14,5 mil e 11,5 mil anos, os fósseis são de hominídeos que conviveram com seres humanos modernos (Homo sapiens) em uma época em que a agricultura estava em seu princípio na China, revelou uma equipe internacional de especialistas no estudo publicado no periódico PLoS One.

Até agora não haviam sido encontrados, no leste do continente asiático, fósseis humanos de menos de 100 mil anos que se diferenciassem fisicamente do Homo sapiens, o que levou os cientistas a pensarem que  não havia na região outras espécies de homínideos, quando apareceram os primeiros homens modernos. Com a nova descoberta, esta teoria está sendo posta em dúvida.
"Esses novos fósseis podem ser de uma espécie antes desconhecida que sobreviveu até o final da Idade do Gelo, há 11 mil anos", indicou Darren Curnoe da Universidade de Nova Gales do Sul, da Austrália, que liderou o estudo junto com Ji Xueping do Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Yunnan chinês.

De acordo com Curnoe, a outra opção seria que os fósseis se tratassem de representantes de uma migração da África muito adiantada e desconhecida de homens modernos que, no entanto, não contribuíram geneticamente para o homem atual. A equipe de pesquisadores é cautelosa em classificar  os fósseis por causa do mosaico de características incomuns que eles apresentam.

Os restos de três indivíduos foram encontrados em 1989 por arqueólogos chineses em Maludong (na tradução do chinês, Caverna dos Cervos Vermelhos) perto da cidade de Mengzi, na província de Yunnan, mas só começaram a ser estudados em 2008 por cientistas chineses e australianos.
Um quarto esqueleto parcial apareceu em 1979 em uma caverna em Longlin, na região autônoma de Guangxi Zhuang, mas permaneceu no bloco de pedra onde foi descoberto até 2009, quando foi reconstruído.
Os crânios e dentes dos esqueletos encontrados em  Maludong e Longlin são muito similares entre si.
Os cientistas apelidaram esses homens de "povo dos cervos vermelhos", já que caçavam esses animais hoje extintos e os cozinhavam na caverna de Maludong.
"A descoberta do povo dos cervos vermelhos abre um novo capítulo na história da evolução humana - o asiático - e é uma história que só agora está começando a ser incluída", afirmou Curnoe.
Embora a Ásia conte atualmente com mais da metade da população mundial, os cientistas ainda sabem pouco sobre como os humanos modernos evoluíram nessa localidade depois que seus ancestrais se fixaram na Eurásia há cerca de 70 mil anos.
Até o momento os estudos sobre as origens humanas se centraram principalmente na Europa e na África, devido em grande parte à ausência de fósseis na Ásia e ao desconhecimento da antiguidade dos poucos restos encontrados nessa zona.

terça-feira, 6 de março de 2012

Asas de borboleta inspiram sensores de temperatura

Asas de borboleta inspiram sensores de temperatura
Foto: Getty Images

Por Jesse Emspak, InnovationNewsDaily

Para construir um sensor infravermelho mais avançado, uma equipe de cientistas se inspirou nas asas das borboletas.
Liderada por Radislav Potyrailo, pesquisador da General Electric, uma equipe de cientistas revestiu a asa de uma borboleta com nanotubos de carbono, criando um sensor infravermelho mais sensível e com resolução maior que os modelos atuais. Por que ele funciona tão bem? A resposta é uma combinação entre nanotubos de carbono e a iridescência da asa.
"A vantagem dos nanotubos é que são negros em luz visível e não afetam a iridescência", explica Potyrailo, que criou o sensor com colegas daUniversidade Estadual de Nova York, em Albany.
A asa de uma borboleta tem aparência iridescente porque é recoberta por minúsculas estruturas em forma de árvore de natal. Os pequenos “galhos” chamam-se lamelas, e quando a luz incide sobre estas estruturas, elas a refletem. Entretanto, as lamelas têm quase o mesmo comprimento de onda da luz, cerca de 100 a 200 nanômetros, e por isso, dispersam parte da luz enquanto a refletem.
Além disso, estão dispostas em camadas. Parte da luz que é dispersa e refletida pelas lamelas atravessa novas camadas, e portanto, sofre mais refração. À medida que estas ondas de luz atingem a retina, elas interferem umas nas outras. Algumas dessas interferências são destrutivas e cancelam as outras, enquanto outras são construtivas e se tornam mais intensas. A combinação destes efeitos cria a iridescência.
Potyrailo e sua equipe também fizeram outra descoberta: a iridescência é alterada pela luz infravermelha, e quando o calor (que é radiação infravermelha) alcança a asa, podemos visualizar o fenômeno (ou ao menos seu efeito sobre as cores que percebemos).
Os sensores infravermelhos atuais precisam de peças eletrônicas complexos para tornar a radiação vermelha visível em um visor. A descoberta simplificaria muito sua montagem.
No entanto, as asas das borboletas são projetadas para refletir a luz visível, não para absorver a luz infravermelha. É aí que entram os nanotubos de carbono. Suspendendo milhões deles em uma solução de tolueno, a equipe “pintou” as asas com eles e as expôs à luz infravermelha. O resultado: uma ótima absorção de luz infravermelha e alterações mais eficientes na iridescência.
"Os nanotubos absorvem a luz infravermelha de forma muito eficaz, sobretudo se tiverem uma única camada,” explica Portyrailo. "Também redistribuem a energia absorvida pela superfície de contato”.
No futuro, será possível fabricar nanostruturas capazes de absorver a luz infravermelha em um espectro significativamente mais amplo que os dispositivos atuais.
Os nanotubos de carbono também tornaram o sensor de asa de borboleta mais sensível às mudanças de temperatura. Os sistemas atuais conseguem detectar mudanças de temperatura de 0,06 a 0,3 graus Fahrenheit, enquanto o novo sensor captou alterações de 0,03 a 0,12 graus Fahrenheit. Também fez isso mais rápido – até 40 vezes por segundo – e respondeu às alterações no sinal infravermelho em apenas 0,025 segundos
Cada "pixel" também é muito menor do que os da maioria dos sensores digitais, que costumam variar entre 17 e 30 micrômetros –pequenos, mas não tanto quanto as lamelas, que têm apenas 150 nanômetros de comprimento em média, com espaço de 770 nanômetros entre si. Isso os torna 22 vezes menores que os melhores sensores disponíveis no mercado. Com a resolução maior e o aumento do número de "cores" (na verdade, comprimentos de onda infravermelhos), é possível construir sensores de tamanhos pré-determinados.
No entanto, Potyrailo não pretende criar borboletas para construir os dispositivos. "Temos materiais artificiais que são melhores”, afirma. E há muito trabalho a ser feito antes de lançá-lo no mercado.
"Estamos bem longe de um produto comercial”, reconhece. “É apenas um pequeno passo, mas estamos felizes por ter nos dado a inspiração".

Sua privacidade no Google: não entre em pânico, pense

Sua privacidade no Google não entre em pânico, pense
Esta semana foi pródiga em notícias alarmantes sobre a nossa privacidade no mundo on-line. As mensagens do Gmail, os vídeo que vemos no YouTube, as coordenadas do Google Maps fornecidas por celulares com Android e diversas outras atividades on-line alimentarão um algoritmo gigante que formatará os resultados de busca que vemos no Google – como se uma única empresa assumisse o controle de todos esses produtos!
Acontece que uma empresa já é dona de todos esses produtos. Talvez você esperasse reações do tipo “já não fizeram isso antes”? ao anúncio do Google na terça, comunicando que a partir de 1º de março a empresa passaria a aglutinar todos os dados captados em aplicativos distintos para refinar a busca e outros serviços aos usuários.
Para o Google, a nova política de privacidade entrelaçará os fios separados de suas atividades on-line para saber mais sobre você – uma simplificação das mais de 60 políticas de privacidade, sob a alegação de facilitar a vida do usuário com o envio de informações mais relevantes. Uma página de perguntas frequentes sugere que a empresa "dirá se você está atrasado para uma reunião com base em sua localização, calendário e condições locais de tráfego”.
No entanto, a empresa de Mountain View, Califórnia, está sendo duramente criticada, apesar de armazenar tais dados há muito tempo e ter anunciado uma fusão de políticas semelhante seis anos atrás. E o que as divisões de publicidade do Google (ou as empresas que comercializamespaços através delas) sabem sobre a mudança? "Nada a acrescentar”, escreveu o porta-voz do Google, Eitan Bencuya. "Essas políticas não mudaram”.
(Aviso: Falei em alguns eventos do Google, e fui pago para participar de um deles.)
No entanto, três coisas me incomodaram nesta revisão.
1.           A recusa insensata do Google em oferecer uma opção
Não é que o Google não tenha capacidade de processamento para isso; hoje, você pode apenas alterar algumas configurações nada óbvias para limitar o rastreamento, além de simplesmente sair de sua conta ou fechá-la totalmente. Mas isso não é viável para grande parte das “centenas de milhões” de usuários (Bencuya não especifica qunantos) do Google, sobretudo os de celulares com o Android.
Eu ficaria surpreso se Google voltasse atrás, sobretudo porque a maioria dos usuários ignora outras opções de isenção. Menos de uma em 10 pessoas (contra uma em sete, em 2010) vetou o rastreamento de anúncios “baseado em interesses” do Google.
2.           A vastidão da abragência dos serviços do Google
A empresa merece crédito por sua honrosa recusa em vender dados dos usuários, mas à medida que expande suas operações em novos mercados, ela pode compartilhar suas informações com um número cada vez maior de subsidiárias.
Mas para isso há solução. "Google" não é sinônimo de "internet", e você pode usar outros serviços. Por exemplo, escrevo meu blog noWordPress.com, não no Blogger do Google, em parte porque prefiro diversificar as plataformas.
Ademais, os concorrentes do Google bem que poderiam oferecer alternativas melhores – ou seja, fazer a lição de casa. Os aplicativos da minha conta de e-mail no Google Apps suportam acesso sincronizado offline e um domínio personalizado de graça, mas não posso pagar pelo mesmo “combo” no Yahoo ou na Microsoft.
3.           O risco de um perfil tão detalhado nas mãos de uma única empresa
E se um funcionário mau caráter do Google espionar usuários? E se os federais se interessarem demais pelo seus dados?
(Quando a Suprema Corte, por unanimidade, decidiu que instalar um rastreador de GPS em um carro sem um mandado violava a Quarta Emenda da Constituição americana, a juíza Sonia Sotomayor teceu um comentário astuto: será que já não é hora de erguermos uma barreira contra a inspeção de todos os dados que os cidadãos fornecem de bom grado às empresas?
Ainda assim, nada que o Google ou o governo façam mudará um fato incômodo da internet: qualquer atividade on-line exige certo grau de confiança em estranhos que deveriam proteger seus dados enquanto passam pelos servidores da empresa. Você não precisa confiar no Google, mas precisa confiar em alguém.
Crédito: Rob Pegoraro/Discovery